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REFLEXÕES

Há quem diga que há três formas de aceitar o que nos é estranho:
1) com a mente, racionalizando,
2) com o coração, amando,
3) com o estômago, sentindo de facto e pondo-nos nos pés do outro.
e que só quando aceitamos com o estômago uma qualquer diversidade ou adversidade a estamos de facto a interiorizar e a aceitar....

Há temas mais difíceis; a morte é um deles. Na verdade acho que passamos grande parte, senão toda a nossa vida negando a morte. Viver cada minuto como se fosse único é também uma forma de negação de não aceitação que ela virá , que um dia tudo vai acabar. Talvez por isso vamos negociando a vida, e raros são...

ASAP

27-01-2022

A vida de hoje é uma corrida permanente contra o tempo.

Os meus Pais não tinham capacidade económica para me comprar muitos livros e era uma festa quando os recebia no Natal e no aniversário. Deste modo, logo que aprendi a ler, praticava a partilha com amigas e colegas mais abastadas: Os Cinco de Enid Blyton, As Mulherzinhas de Louisa May Alcott, todos os de Julio Verne e tantos outros.

Resoluções de ano novo ou lista de tarefas para a primeira semana de Janeiro?
Não sou uma fervorosa adepta das resoluções de ano novo, mas sim, também as faço e, normalmente, cumpro-as. Cumpro-as por disciplina, mas sobretudo porque há muito deixei de me colocar objetivos irrealistas, que não dependem de mim ou que não nasçam de uma vontade...

Há frases que te marcam, frases que uma vez ouvidas ou lidas te ficam gravadas na memória.

Nos primeiros anos da minha vida profissional leccionei Português, estando incluídos vários livros do Plano Nacional de Leitura: Sophia de Mello Breyner Andersen, Luísa Ducla Soares, António Torrado, Maria Alberta Menéres, Maria Vieira, entre outros.

O autor cria a sua obra. Logo que transita para o leitor ganha múltiplas facetas, de acordo com a interpretação do destinatário. Apela à visualização e ao sonho, é mágico pelas inúmeras histórias e "pessoas" / personagens que se conhecem, pelo poder de sedução que exerce.

Em 2014, um de meus romances foi traduzido para o castelhano e publicado no México. O título original, em português, é "Pretérito quase Perfeito". Gosto do título, que, com uma referência ao tempo verbal - pretérito mais que perfeito - lança uma subtil luz sobre um aspecto do conteúdo da trama que me parece (ao menos me parecia, quando escrevi...

Por isso, o solo que nos pode parecer estável, transforma-se num ápice em instável e aquilo que às vezes nos pode parecer o fim, é afinal o princípio.