Teresa Pedrosa

Para mim pintar é a maneira mais completa de dar cor e forma ao pensamento. Posso descrever e escrever o que penso, mas é através da pintura que mais cor e forma transmito.

Como poderia apresentar pormenores, que só na minha cabeça vagueiam, se não os conseguisse transpor para uma tela?

Não me sinto muito identificada com um determinado estilo, pois tal como o meu pensamento divaga, também a minha pintura o faz.

Durante alguns anos, parei de pintar e só o voltei a fazer, quando entrei para o "Grupo de Pintura da Transições".

As ideias que foram lançadas pelo António Vaz, têm sido tão interessantes e estimulantes que desde a primeira proposta, anuí com gosto.

Ao longo deste tempo, continuei a responder aos desafios que vão acontecendo e comecei a apresentar, pinturas subordinadas a temas bem diferentes. Algumas, acompanhadas por poesia, outras relacionadas com profissões ou estações do ano.

Ao participar pela primeira vez, numa das exposições de pintura da Transições, tive a grata surpresa de vender um dos meus trabalhos.

Confesso que fiquei admirada, pois apesar de ter apresentado um trabalho que havia sido apreciado nessa exposição, nunca pensei que um dos visitantes o quisesse comprar. Dada a insistência, acabei por anuir à venda, mas confesso, que isso me deixou num misto de sentimentos. Por um lado, contente pelo apreço manifestado, mas por outro triste, pela separação do meu tão colorido e especial trabalho. Parecia que algo de mim partira.

Valeu-me a amizade e as palavras de apoio, das pessoas que constituem o tão agradável e especial "Grupo de Pintura da Transições" e do seu mentor António Vaz, para minimizar a súbita tristeza sentida.

Gosto mesmo de fazer parte deste Grupo.

Muito obrigada

Teresa Pedrosa
Julho 2026