Claudia Farinha

Gosto de pintar porque, quando pinto, sinto que consigo desligar de tudo. Quando passo muito tempo sem pintar, parece que me sinto sufocar, há lugares onde as palavras não chegam. Às vezes é uma cor que me chama, outras vezes uma forma ou uma memória, uma inquietação ou simplesmente relaxar. A pintura dá-me liberdade, mas também me ensina paciência, e coragem para experimentar, errar e recomeçar.

Ver algumas das minhas obras expostas foi uma experiência muito marcante. Fiquei feliz, claro, mas também um pouco vulnerável, porque mostrar um quadro é mostrar um bocadinho de nós. Foi emocionante ver tantos amigos e conhecidos aparecerem. Deu-me uma sensação muito bonita de reconhecimento e de pertença.

Os desafios propostos ao longo do percurso têm sido, sem dúvida, interessantes e estimulantes. Obrigam-me a sair da zona de conforto, a experimentar novos temas e formas de olhar que talvez não escolhesse sozinho. Isso torna a prática da pintura mais rica e "obriga-me" a encontrar tempo para pegar nos pincéis. Cada desafio é uma oportunidade treinar e para crescer.

Ver o trabalho dos outros, ouvir diferentes perspetivas e acompanhar a evolução de cada um tem sido uma fonte constante de aprendizagem e inspiração. Os feedbacks do António são sempre muito encorajadores.

Cláudia Farinha
Julho 2026