Visita Guiada ao Teatro D. Maria II

● Responsável: Leonor Rocha
● Prestador/ Animador: Suzana Pires / Guia do Teatro
● Local realização: Praça D. Pedro IV (1100-201 Lisboa)
- Comboio: Linha do Estoril a sair no Cais do Sodré,
- para o Rossio:
- Metro: Linha Verde ou
- Autocarro: 736
- Elétrico 15E: Sai de Algés pára na Praça da Figueira
- Estacionamento: Parque da Praça da Figueira ou Parque dos Restauradores
● Data realização: 23 de novembro de 2026
● Ponto de Encontro: – Devem chegar pelas 10:45 h ao ponto de encontro, no Átrio do teatro, para iniciarmos a visita guiada às 11:00 h.
● Duração: cerca de 1:15 h
● Preço por participante: Bilhete Sénior: 10,00€
Origem do Teatro e sua história (Informação da Wikipedia)
O Teatro Nacional abriu as suas portas a 13 de Abril de 1846, durante as comemorações do 27.º aniversário de D. Maria II (1819-1853), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Na inauguração, foi apresentado o drama histórico em cinco atos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Heliodoro de Aguiar Loureiro.
Mas a história do Teatro Nacional D. Maria II, começou dez anos antes da sua inauguração. Na sequência da revolução de 9 de Setembro de 1836, Passos Manuel assume a direção do Governo e uma das medidas que tomou nesse mesmo ano foi encarregar, por portaria régia, o escritor e político Almeida Garrett de pensar o teatro português em termos globais e incumbi-lo de apresentar "sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa". Por esse mesmo decreto, Almeida Garrett ficou encarregue de criar a Inspeção-geral dos Teatros e Espetáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional "em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais".
O ambiente Romântico que se vive nesta altura em toda a Europa determina a urgência em encontrar um modelo e um repertório dramatúrgicos nacionais, assumido que era que da afirmação de uma "arte nacional" dependia uma melhor e mais exata definição da própria nação. Ou seja, o aparecimento de um teatro (e de um repertório) nacional era uma questão não só cultural como, sobretudo, política e assumida como um assunto estreitamente ligado à própria independência da nação.
Entre 1836, data da criação legal do teatro, à sua inauguração, em 1846, funcionou um provisório teatro nacional no Teatro da Rua dos Condes (mais tarde transformado no Cinema Condes).
O local escolhido para instalar o definitivo Teatro Nacional foram os escombros do Palácio dos Estaus, antiga sede da Inquisição e que, também em 1836, tinha sido destruído por um incêndio.
A escolha de um arquiteto italiano, Fortunato Lodi, para projetar e executar o Teatro Nacional não foi isenta de críticas e só em 1842, Almeida Garrett consegue dar início às obras.
Em 17 de Dezembro de 1928 foi classificado como imóvel de interesse público pelo Decreto n.º 15 962 com a designação de Teatro Nacional de Almeida Garrett.[5] No ano de 1939 regressa ao nome original de Teatro Nacional D. Maria II.

A 2 de Dezembro de 1964, o Teatro Nacional foi "palco" de um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores, com a exceção do camarote de Amélia Rey Colaço. Foi salvo o acervo do teatro, pelo então diretor-geral do Ensino Superior e das Belas-Artes, o Dr. João de Almeida, e um conjunto de bombeiros e jornalistas que estavam presentes, juntamente com um quadro a óleo da rainha D. Maria II que foi retirado do gabinete do diretor do teatro. No entanto, as obras de arte de Columbano Bordalo Pinheiro que decoravam o teto do teatro foram destruídas.[6] Por coincidência a peça que tinha sido realizada no dia anterior foi a de Macbeth, que foi culpada pelo incêndio. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.
Em 2012, o teatro foi reclassificado como monumento nacional. A reclassificação, aprovada em Conselho de Ministros, a 24 de Maio de 2012.[7]
