Desafio "O meu Bairro"

Alverca do Ribatejo

Rua de Alverca Antiga



Um pouco da História de Alverca do Ribatejo

Alverca surge no período medieval, trata-se de uma palavra que deriva do árabe «Albirca» ou «Alborca» que significa terra alagadiça.

A produção agrícola local baseava-se na cultura de cereais (trigo, cevada, milho), pomares (laranja), vinhas e oliveiras, pondo em movimento 12 azenhas, 30 lagares de vinho e 12 lagares de azeite. A oliveira, em toda a região, foi das árvores de enorme importância.

As salinas, junto ao Tejo, contribuíram grandemente para a economia da região. A extração era feita em duas marinhas, a marinha da Quintela e a marinha da Quinta das Drogas.

Nelas se empregavam dezenas de salineiros durante a época da safra, no Verão, extraindo-se mais de 13.000 toneladas de sal por época. O sal extraído era de boa qualidade e empregava-se na indústria e alimentação.

Em 1918, é criado o Parque de Material Aeronáutico, que se instala entre a via-férrea e o Tejo, passando, em 1928, a designar-se Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), que desde logo, desempenha um importante papel no emprego e fixação da população.

Alverca, em 1968, tem na freguesia 33 indústrias, tornando-se um dos grandes baluartes da economia nacional em virtude das indústrias, aqui instaladas, que são de vital importância, designadamente as OGMA (em 1928) e a MAGUE (indústria metalomecânica), criada em 1957.

Os grandes atractivos da cidade são;

O Museu do Ar de Alverca -  A exposição permanente do museu apresenta aviões, hélices, painéis de instrumentos, equipamentos de navegação e uma miríade de outros objectos, que constituem uma representação assinalável da evolução histórica da aviação.

O Pelourinho Manuelino no Largo João Mantas, no centro de Alverca, mesmo em frente ao edifício da Antiga Casa da Câmara, onde funciona atualmente o Núcleo Museológico de Alverca do Ribatejo.

O A Igreja de São Pedro, situada em pleno centro histórico, na sua zona mais elevada, trata-se de uma igreja de três naves, cujo espólio móvel data do século XVIII (retábulo, pinturas e estuque do teto), à exceção do conjunto azulejar (seiscentista) com cenas da vida de São Pedro, com destaque para a Libertação de São Pedro pelo Anjo.

O A Igreja dos Pastorinhos, que encerra o segundo maior carrilhão da Europa e o terceiro maior do mundo.


António Vaz

Setembro 2026